Processos “quentes” desaparecem da procuradoria

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Perto de 10 processos-crime tidos como “quentes” desa­pareceram da Procuradoria do Distrito Municipal KaMa­vota, na cidade de Maputo, afiançou ao Correio da man­hã fonte adequada.

Ao que apurámos, os “dos­siers” foram alegadamente roubados por desconhecidos, há justamente uma semana, ou seja, na madrugada do dia 16 deste Outubro.

“Cortaram as grades das janelas de quatro depar­tamentos, incluindo o da procuradora-chefe e deita­ram abaixo as portas. Quase uma dezena de processos su­miu”, confidenciou um oficial daquela instância judiciária, em declarações ao Correio da manhã, na condição de anominato.

Convidada a comentar esta alegação, a procuradora-chefe declinou pronunciar-se sobre o suposto assalto, com o argumento de que estava “longe” da instituição.

Entretanto, a nossa reporta­gem soube no local que o computador da magistrada    (procuradora-chefe) foi inva­dido pelos assaltantes, que tiraram alguma informação importante ligada aos pro­cessos ora desaparecidos.

O agente da Polícia da República de Moçambique (PRM), destacado para guar­necer a Procuradoria do Dis­trito Municipal KaMavota, foi detido (a detenção foi legali­zada na tarde de quarta-fei­ra), após uma investigação do Serviço Nacional de Investi­gação Criminal (SERNIC).

“Não temos dúvidas que houve conivência do agente no roubo, pois no momento da operação ele se encon­trava ausente do local de tra­balho, o que não é normal”, segundo fonte do SERNIC, acrescentando que “o plano foi bem traçado”.

O informante realçou que neste momento decorre um levantamento dos docu­mentos e outros bens (com­putadores) subtraídos pelos invasores, para além de que “todos os funcionários são suspeitos”.

CM


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