Guebuza volta a fornecer autocarros ao governo

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TATA Moçambique, detida pelo antigo Chefe de Estado

A Tata de Moçambique, subsidiária local da Tata da Índia, detida em 25% pelo ex-presidente moçambi­cano, Armando Guebuza, ganhou um contracto público no valor de USD 27,6 milhões para fornecer 100 machimbom­bos para o transporte público no país.

Os machimbombos serão forne­cidos ao Ministério dos Transportes e Comunicações (MTC) pela Tata de Moçambique por cerca de 1,7 biliões de meticais (USD 27,6 milhões). O pagamento será feito em cinco anos dividido em 60 parcelas mensais – ou por 770 milhões de meticais (USD 12,6 milhões) se o pagamento for feito de uma única vez, segundo escreve o site de notícias Zitamar.

Os documentos da empresa, datados de Maio de 2016, mostram que a Tata de Moçambique é detida em 65% pela Tata Holding, 25% por Armando Guebuza e 10% pela moçambicana Mbatine Investimentos. A porta-voz da empresa, Maria de Fátima Simões, disse ao Zitamar News, na segunda-feira, que não podia confirmar se a informação da estrutura societária era actual ou não.

O modelo exacto dos machimbombos que está sendo fornecido não é especificado, mas a página inicial da Tata Motors anuncia seu novo modelo em 2,1 milhões de rupias indianas cada, ou seja, 2,2 milhões de meticais (USD 35.889) – um oitavo dos 17 milhões de meticais (US $ 277.325) que a Tata de Moçambique está cobrando ao governo moçambicano por cada unidade.

Na verdade, segundo dados do Zitamar, a TATA aparece no concurso público como fornecedor mais barato, tendo em conta que a SIR Motors queria 28.7 milhões de dólares e o grupo Salvador Caetano exigia 30.3 milhões, num concurso lançado pelo Fundo de Desenvolvimento de Transportes e Comunicações.

Desta vez é diferente

A Tata de Moçambique forneceu 150 machimbombos movidos a gás ao governo moçambicano em 2011, causando controvérsias não só por causa da participação de Guebuza na empresa, mas também porque a empresa não assegurou peças sobressalentes, daí o facto de muitos autocarros terem saído de circulação pouco tempo depois de iniciarem a operação. O diretor da FTC, Simão Mataruca, disse ao Zitamar que desta vez seria diferente porque o pacote inclui serviços de manutenção.

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