Dois mil jovens com perturbações mentais por consumo excessivo de álcool em Maputo

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O consumo de bebidas alcoólicas na cidade de Maputo deixou, ano passado, um total de 2.014 jovens com perturbações mentais, segundo o Gabinete de Prevenção e Combate as Drogas (GPCD).

Trata-se de jovens com idades compreendidas entre 16 e 25 anos.

Falando durante a visita ao gabinete, efectuada hoje, pela Governadora da cidade de Maputo, Iolanda Cintura, a directora do GPCD, Sara Jafete, explicou que o grupo inclui estudantes, principalmente do ensino secundário.

“Os alunos misturam refrescos com álcool e, assim, torna-se complicado para os professores notarem que os seus alunos estão consumindo álcool”, disse Jafete.

Devido a tendência que se tem assistido nos últimos tempos, o Gabinete tem realizado palestras e campanhas em várias escolas a nível da cidade de Maputo.

“Estes são os casos que nós assistimos através do gabinete e unidades hospitalares na cidade de Maputo”, destacou.

Na ocasião, a directora apelou aos pais e encarregados de educação para não oferecerem elevadas somas em dinheiro aos filhos.

“Amor aos filhos não se avalia pelo valor que se dá, sobretudo quando se trata de quantias elevadas. Muitas das vezes os adolescentes não sabem como gerir o dinheiro, e acabam entrando para o mundo de drogas”, disse.

No princípio do ano, 94 pessoas foram detidas por envolvimento no consumo e venda de drogas.

Por sua vez, o comandante da Polícia na cidade de Maputo, Bernardino Rafael, disse que tem sido desmantelados vários focos de consumo e venda de drogas.

“Os bairros da Mafalala e Chamanculo, assim como algumas casas de pasto, como Matchedje, são focos de venda e consumo de drogas. Nós vamos para lá, sempre, pois são locais recorrentes no consumo e venda de drogas. Este é um problema que só pode acabar com o envolvimento de toda população”, disse.

Por seu turno, a governadora Iolanda Cintura manifestou preocupação com o índice de consumo de drogas nas escolas da cidade de Maputo.

“Este é um assunto muito sensível. A evolução do problema ano após ano nos preocupa em grande medida, mas eu tenho esperança na identificação de soluções para se ultrapassar o problema”, disse.

OPAIS 


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