Depositantes do “banco chinês” exigem respostas à Procuradoria

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Parte dos cerca de 16 mil depositantes burlados pela instituição financeira denominada Associação de Crédito Ajuda Mútua, mais conhecida por banco chinês, que aliciava os depositantes com juros altos, juntou-se hoje, em frente à Procuradoria da Cidade de Maputo, para buscar respostas sobre o processo que corre há cerca de sete meses.

A espera era longa, tanto que houve quem optasse por se manter sentado e até mesmo deitado. Entre os lesados está Alberto Muti, residente em Massinga. Muti depositou 200 mil meticais, e diz estar cada vez mais difícil vir à Maputo para exigir o seu dinheiro.

Os depositantes dizem que o dinheiro cativo foi conseguido com muito esforço, por isso pedem que seja devolvido.

Enquanto os depositantes aguardavam do lado de fora, a comissão criada para lidar com o processo reuniu-se com o procurador responsável pelo caso. Duas horas depois, veio a resposta. Ainda não há dinheiro para reembolsar, situação que gerou indignação dos lesados que há muito esperam recuperar o seu dinheiro.

Em Julho de 2016, o Banco de Moçambique cativou as contas da suposta Instituição bancária e desencadeou um processo de investigação que visa esclarecer os contornos da operação de angariação de depositantes que recebiam juros mensais estimados em 30%.

OPAIS 


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