Governo diz que auditoria à dívida será uma lição do que não deve acontecer

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O ministro da Indústria e Comércio de Moçambique, Max Tonela, considerou que uma auditoria independente à dívida pública do país poderá apontar “lições daquilo que não deve acontecer”, referindo ser uma necessidade de transparência.

“Uma auditoria independente será uma lição daquilo que nunca deve acontecer e ajudar Moçambique a dar um salto qualitativo na promoção da transparência”, declarou Tonela, falando numa conferência organizada pelo Financial Times.
A confiança dos investidores estrangeiros e internos na integridade dos agentes do Estado, prosseguiu o ministro da Indústria e Comércio, é crucial para o país atrair negócios e reunir condições para o crescimento e desenvolvimento económico e social.
“O nosso país, através da Assembleia da República, tem vindo a aprovar um quadro regulatório promotor de uma maior transparência, porque é um fator crucial para a atração de investimentos”, referiu o ministro da Indústria e Comércio de Moçambique.
Assinalando a apetência da comunidade internacional pelo potencial de investimento de Moçambique, sobretudo nos setores energéticos, Max Tonela defendeu que o país aposta no aprofundamento das reformas ao ambiente de negócios, visando facilitar o investimento.
“Vamos continuar a trabalhar, para aprofundar e acelerar o quadro regulatório favorável ao clima de negócios no país”, declarou Tonela.
O Fundo Monetário Internacional e os principais doadores de Moçambique exigem a realização de uma auditoria independente à dívida pública do país, na sequência da descoberta em abril deste ano de empréstimos de mais de mil milhões de euros contraídos pelo anterior Governo entre 2013 e 2014 à revelia da Assembleia da República e dos parceiros internacionais.
Depois de alguma relutância, as autoridades moçambicanas aceitaram a realização da auditoria, tendo anunciado na semana passada que será lançado um concurso público para a seleção da entidade que realizar a auditoria.
O Governo de Moçambique assumiu há uma semana oficialmente a incapacidade financeira para pagar as próximas prestações das dívidas das empresas estatais com empréstimos ocultos, defendendo uma reestruturação dos pagamentos e uma nova ajuda financeira do FMI.

 

SAPO


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