Armando Guebuza: “estamos todos preocupados com os ataques da Renamo”

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O antigo Presidente Armando Guebuza defendeu hoje que o país precisa de uma paz autêntica, exortando a Renamo, principal partido da oposição, a cessar as ações armadas e a apostar no diálogo para a resolução dos diferendos políticos.

Em declarações aos jornalistas, à margem das cerimónias centrais do Dia da Paz, que se assinalou hoje em todo o país, Guebuza afirmou que a violência militar no centro e norte do país está a por em causa a liberdade de circulação.
“Temos que celebrar uma paz que seja mais autêntica, mais verdadeira, todo o povo está buscando fórmulas (para uma paz plena), à luz da realidade atual, com a sua complexidade”, declarou o antigo-chefe de Estado moçambicano (2005-2014).
Armando Guebuza exortou os moçambicanos a encorajarem as negociações em curso entre o Governo e a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), visando a restauração da estabilidade no país.
“Temos um grupo de pessoas que está a trabalhar no sentido de nos trazer a paz, através do diálogo, é preciso que confiemos e encorajemos este grupo a fazer o trabalho, estamos todos preocupados com estes ataques da Renamo, que põem em causa a liberdade de circulação”, acrescentou Armando Guebuza.
Em 04 de outubro de 1992, o então chefe de Estado moçambicano, Joaquim Chissano, e o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, assinaram na capital italiana, Roma, o Acordo Geral de Paz, para acabar com 16 anos de guerra, desencadeada um ano após a independência nacional, em 1975.
Desde a assinatura do Acordo Geral de Paz, Moçambique já teve dois momentos de grande instabilidade militar, o primeiro entre 2013 e 2014, e o segundo, que começou na sequência da recusa da Renamo de aceitar a derrota nas eleições gerais de 2014, acusando a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, de fraude no escrutínio, e que perdura até hoje.
O principal partido de oposição condiciona o fim das ações armadas à aceitação pelo Governo da sua exigência de governar em seis províncias do centro e norte do país, onde reivindica vitória no escrutínio.

PMA // VM
Lusa/Fim


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