Preço de cimento dispara em Nampula

0
525
views

O preço do saco de cimento disparou nos últimos tempos na província de Nampula. Actualmente, em quase toda província de Nampula, o saco de 50 quilogramas é comercializado a 480 meticais, contra os anteriores 350. O preço começou a alterar, constantemente, a partir do mês de Julho.

No referido mês, o cimento passou dos anteriores 350 para 380 meticais. Já em Agosto, o mesmo passou a ser comercializado a 430 meticais. Presentemente, em Nampula, o cimento é vendido a 480 meticais, havendo lugares, tais como a zona de Mutava-rex, na capital provincial, onde o custo chega a atingir 500 meticais.

O problema tem estado a ‘ruir’ o sonho de muitos cidadãos de construir residências condignas.
A reportagem da AIM interpelou, no acto da compra de cimento na zona da Faina, ao cidadão Rafique Salimo que, para além de se mostrar preocupado com a subida excessiva do preço deste produto indispensável para a construção, lamentou a “viciação” do peso real de cada saco.

“Estamos mal. Somos obrigados a ser cuidadosos na compra do cimento. O preço está subir a cada dia que passa e para piorar o problema, muitos revendedores diminuem os quilos. É possível comprar um saco de cimento com 40 quilogramas, no lugar de 50. Isso acontece particularmente nas zonas onde o produto é vendido a um preço que se pode considerar razoável (450 meticais)”, disse, num tom de denúncia.

Um outro cidadão, Sandro Narciso, pediu a intervenção das autoridades competentes, nomeadamente o conselho municipal local e a direcção da Indústria e Comércio, para acabarem com a viciação.

Os comerciantes abordados pela reportagem da AIM negaram reagir a este fenómeno. Porém, um deles, que não se identificou, confidenciou que o preço da aquisição nos armazenistas é muito alto.

“Nós compramos o saco a 420 meticais. Depois precisamos de alugar viatura e pagar os carregadores. Feitas as contas, em cada saco, somente ganhamos entre 10 e 15 meticais”, explicou o vendedor.

Contactado pela reportagem da AIM, o delegado da Inspecção Nacional de Actividades Económicas (INAE) de Nampula, Élio Rareque, reconheceu os embaraços que a subida de cimento está a criar às comunidades, referindo, no entanto, não haver como obrigar os vendedores, sejam do mercado formal ou informal, a baixar o actual preço.
Porém, ele garantiu que a INAE está a trabalhar para evitar especulações.
Rareque explicou que as constantes subidas do preço de cimento resultam das alterações que se verificam na aquisição do produto nas fábricas de Nacala.

Explicou que o preço do saco sofreu um ajustamento nos meses de Julho, Agosto e Setembro, devido à subida de custos de importação da matéria-prima, sobretudo o “clinquer”.
“Estamos diante de uma situação pouco difícil, porque as próprias fábricas, em Nacala, sobem o preço a cada mês que passa, desde Julho último. O que estamos a fazer agora é combater o oportunismo ”, disse, acrescentando que “é nossa obrigação defendermos os consumidores, evitando especulação, comercialização de produtos fora do prazo e ou com medidas adulteradas”.

O último comunicado de uma das fábricas de cimento de Nacala-Porto (01 de Setembro em curso) refere que, a partir do primeiro dia do mês em curso, à porta da fábrica, o saco do “tipo 32,5” custa 380,19 meticais e o do “tipo 42.5” 397,67 meticais.

A província de Nampula possui duas fábricas de cimento localizadas na cidade portuária de Nacala.

 

AIM


Warning: A non-numeric value encountered in /srv/users/noticias/apps/noticias/public/wp-content/themes/ionMag/includes/wp_booster/td_block.php on line 1008

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here