Renamo exige correcção das irregularidades do Acordo Geral de Paz

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A Renamo deverá submeter nos próximos dias à Comissão Mista para o Diálogo Político, uma proposta para a implementação dos protocolos do Acordo Geral de Paz, rubricado há 22 anos na capital italiana, Roma, referentes a integração dos seus homens armados na Força de Defesa e Segurança (FDS).

Esta medida resulta de um acordo estabelecido nesta segunda-feira, em mais uma sessão da Comissão Mista, abordou o terceiro ponto da agenda, que versa sobre as FDS, nomeadamente, as Forças armadas de Defesa de Moçambique (FADM), a Polícia da República de Moçambique (PRM) e os Serviços de Informação e Segurança do Estado (SISE).

Segundo um relatório apresentado ontem pela delegação nomeada por Afonso Dhlakama, na Comissão Mista, o protocolo sobre a integração dos homens armados da Renamo nas FDS foi violado a quando da implementação do Acordo de Roma.

A Renamo sustenta que houve alguma integração “simbólica” nas FADM, mas no que diz respeito a PRM e o SISE, o incumprimento foi total, exigindo deste modo, que as violações sejam corrigidas, com base no acordo assinado em Roma.

“Neste sentido, ficou a delegação da Renamo, de apresentar uma proposta de modelo de rectificação de eventuais irregularidades e erros de aplicação do acordo para a integração ou reintegração ou confirmação da integração de elementos da Renamo, em particular nas Forças de Defesa e Segurança “, disse Jacinto Veloso, chefe da delegação do governo, explicando a decisão saída da sessão.

Respeito ao princípio apartidário

No quadro da decisão ontem tomada, a Comissão Mista definiu os parâmetros dentro dos quais a proposta da Renamo deve seguir.

“As Forças armadas de Defesa e Segurança são apartidárias e todos devemos agir respeitando este princípio e a necessidade de absterem-se, na sua acção, de qualquer atitude que possa provocar danos à unidade, tendência de favorecer este ou aquele lado, o que seria uma divisão“, explicou Veloso.

Refira-se que o modelo que a Renamo vinha exigindo era de paridade e que ao nível das chefias, devia também haver partilha de lideranças.

O PAÍS


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