A Frelimo cede as 6 províncias exigidas pela Renamo

5
858
views

Mas tentou manobrar para que a implementação seja em 2019

A Frelimo finalmente aceitou a exigência da Renamo para a governação das 6 províncias por si ganhas nas últimas eleições. Mas a Frelimo quer que a lei a ser aprovada entre em vigor depois das eleições gerais de 2019, manobra que foi prontamente rejeitada pela Renamo, que exige a implementação ainda este ano.

Pelo que a Renamo exigiu que todos os trabalhos inerentes à implementação deste protocolo aceite pela Frelimo na mesa negocial sejam feitos na Comissão Mista e na presença dos mediadores internacionais e que o documento entre a Assembleia da Republica para ser aprovado em Setembro próximo, isto para permitir que a Renamo nomei os seus governadores ainda este ano.

Pelos vistos, a Renamo vai impor a sua vontade porque o que antes era problema agora já não é. Antes a Frelimo não queria ouvir falar da governação das 6 províncias pela Renamo. A Renamo já avisou que é melhor que a Frelimo aceite por bem que este processo seja implementado ainda este ano caso contrário fá-lo-ia pela força das armas.

Aliás, a Renamo tem razão ao exigir que este processo seja implementado ainda este ano, para satisfazer os eleitores que nas últimas eleições votaram em massa na Renamo e no seu líder. Com as 6 províncias mais populosas do país, a Renamo tem praticamente vitórias eleitorais garantidas nas próximas eleições autárquicas de 2018 e gerais de 2019 porque a Frelimo perderá toda a capacidade para as suas habituais manobras de fraudes.

Até porque se a Renamo caísse na armadilha da Frelimo e aceitasse que a lei a ser aprovada seja implementada em 2019, seria o fim da Renamo porque neste momento em termos de partido político a Renamo foi quase aniquilada pelo terror da Frelimo, centenas de líderes partidários a todos níveis encontram.se fugitivos e outros simplesmente “auto demitiram se” por temer perseguições. O povo sentir-se-ia  traído, pois, a promessa de governação “custe o que custar” é para este ano e já vai atrasada 5 meses (devia ter iniciado em Março). Mais uma “vitória retumbante e esmagadora” o lendário líder da Renamo Afonso Macacho Marceta Dhlakama , natural de Chibabava, filho do régulo Magunde.

Valeu, a determinação, persistência e grande coragem deste homem extraordinário que aceitou enormes sacrifícios e correu grandes riscos de vida para fazer valer a vontade do povo. Depois da escandalosa e gigantesca fraude eleitoral da Frelimo nas eleições de 2014, Afonso Dhlakama rejeitou liminarmente os resultados eleitorais e de seguida realizou impressionantes comícios populares onde falava da roubalheira vergonhosa da Frelimo e da alternância governativa.

Os discursos de Dhlakama arrastaram multidões jamais vistas desde a visita do Papa João Paulo II a Moçambique e atraiu académicos, intelectuais, empresários, religiosos, etc. A Frelimo acabou ficando com ciúmes e muito ódio de Dhlakama, de tal forma que tentaram assassina lo em duas pesadas emboscadas, sendo a Zimpinga a mais épica e emblemática que certamente entrará nos anais de história de África e do mundo.

Foi em Zimpinga onde nasceram as futuras regiões autónomas do centro e norte e, em 2019, regiões autónomas do norte, centro e do sul. Afonso Dhlakama é o novo Mandela de África, aliás, é muito superior à Mandela. Mandela surgiu devido a grandes campanhas mundiais em seu apoio ao passo que Dhlakama tinha contra ele, desde os grandes midias internacionais e vários países.

Dhlakama enfrentou ataques militares de grande intensidade durante quase 20 anos e lutou pela democracia por 38 anos. Dhlakama é dos poucos do mundo que não usa o seu poderio militar para humilhar o seu adversário mas apenas para “força lo a comportar se bem”. Dhlakama nunca exigiu algum cargo como o do primeiro ministro ou impor uma alteração da lei para tornar se Vice-Presidente da República. Todos vimos quando Dhlakama rejeitou o “suborno estatal” da Frelimo quando ofereceram lhe o estatuto do líder da oposição com direito a mordomias bilionárias. A Frelimo confundiu Dhlakama com mercenários políticos como o Daviz Simango ou o Já com Sibindi.

Vamos continuar a acompanhar este processo negocial numa altura em que a Frelimo cometeu o “erro fatal” de atacar as perdizes em Mangomonhe. Aqueles “manos” de Mangomonhe (algures em Muxungue) são um verdadeiro enxame de abelhas e geralmente não consultam Dhlakama se decidirem “fechar Save”.

Macua.Blogs


Warning: A non-numeric value encountered in /srv/users/noticias/apps/noticias/public/wp-content/themes/ionMag/includes/wp_booster/td_block.php on line 1008

5 COMENTÁRIOS

  1. Eu praticamente, nao quero tirar o merito de quem escreveu a informação, mas diante d tudo, eu axo que se assim fosse, realmente alguma coisa podia mudar na sociedade. Pos, nao faz sentido numa determinada area de habitantes, se vote o “fulano” mas na pratica governe o “betano”. Qual é a credibilidade que este dirigente vai tendo assim ki se derigir aos eleitorados ki elegeram o “fulano”?

    Vamos pensar meus caros, meus directors, meus intelectuais, o que vcs axam se isso fosse possivel acontecer?

  2. Very interesting I hope that will change the lives of people in Mozambique. That will also give the pportunity to other parties, there will be no boss like Frelimo they think ,because if Renamo don’t deliver people can vote them out. Competition SERVICED DELIVERY

Responder a Francisco Cumbe Cancelar resposta

Please enter your comment!
Please enter your name here